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domingo, 14 de maio de 2017

Quando eu mudei minha visão sobre sexo Por Diario do Centro do Mundo - 15 de setembro de 2014 Publicado no site Biscate Social Club . A autora é Claudia Gavenas.

A sexualidade não se restringe a quatro paredes. Ao contrário do que muita gente imagina, suas implicações vão além dos limites da vida particular – questões ligadas à intimidade estão no centro da experiência social. Há o reconhecimento óbvio de que os seres humanos são frutos do contato sexual – razão pela qual a preocupação com os  relacionamentos nesse nível acompanhou transformações culturais, interferindo diretamente nos códigos de conduta. É compreensível, portanto, que os grupos sejam bastante influenciados tanto pela reprodução biológica quanto pela relação com o corpo e o desejo.

Apesar disso, para o senso comum o sexo é considerado algo da ordem do privado, dissociado da dimensão pública. Contudo, a questão é bem mais complicada do que parece à primeira vista, já que a extensão e as modalidades de reprodução sexual sempre estiveram no centro das preocupações políticas e na gestão do espaço social. Não se pode esquecer, por exemplo, a grande ruptura que ocorreu no Ocidente na passagem do século 18 para o 19. Foi nesse contexto que a demografia começou a destacar a inversão significativa entre as taxas de natalidade e mortalidade, quando a primeira finalmente se sobrepôs à segunda. Se a dominância do registro de nascimentos sobre o de mortes foi tímida de início, a tendência histórica confirmou sua progressão contínua e incontestável. O resultado desse processo foi o aumento efetivo das populações.


Já fui dessas pessoas (sim, elas existem aos montes por aí) que acreditavam jamais conseguir transar com alguém por quem eu não fosse, no mínimo, apaixonada. Não sei ao certo se isso foi fruto da educação essencialmente conservadora que tive, da minha baixa auto-estima ou se o sexo é tão introjetado em nossa sociedade como algo sujo e imoral, que ainda afeta boa parte das pessoas, especialmente mulheres. Contudo, não pretendo cagar regras ou trazer receitas prontas sobre como deixar de pensar assim, até porque não cabe a mim decidir nada sobre a vida de ninguém.

Sempre que eu ouvia amigos ou amigas ou outras pessoas falando sobre suas vidas sexuais, eu meio que torcia o nariz ao saber que em boa parte das situações, predominava o sexo casual. Deixar-se levar pelo tesão, pelo calor do momento era algo que eu certamente não achava que “combinava” comigo. Só que, como para tudo na nossa existência, o que realmente conta é a experiência. É permitir-se viver algo que fuja da rotina quando se tem um momento oportuno.

E assim foi.

Sabe quando você sai de um relacionamento que já tinha chegado ao fim, mas que só você não se deu conta disso e o outro vem e põe um basta? Era assim que eu estava. E quando a carência vem, aquela carência de afeto, de carinho, de pele mesmo, nem o melhor dos passatempos consegue suprimir. É seu corpo que pede outro toque que não seja o seu próprio. Sua boca pede beijos. E sua imaginação acaba se transformando numa bomba atômica, graças aos seus hormônios, esses safadjenhos.


Resolvi dizer sim e abracei uma oportunidade que veio do acaso… E foi bom. Bom demais, e não só para a pele. Foi libertador e libertar-se revigora, sabe?

Vejam bem: não estou dizendo que todo mundo deve fazer ou não isso. Insisto. Porque como falei logo ali em cima, cada um é cada um e felicidade não é receita de bolo (se bem que um bolinho de cenoura com cobertura de chocolate agora não seria nada mau, viu…). Mas por que não se deixar levar de vez em quando?

Definitivamente, para mim hoje: sexo é uma coisa, amor é outra. Eles são perfeitamente separáveis e podem conviver muito bem assim, cada um do seu jeitinho. Talvez, quando eles andam juntos, se complementam e fique bem bom. Mas aproveitar esses momentos carnais não mata nem te manda para o inferno.

Disse a autora: Cláudia Tavernas em seu livro.

Basicamente hoje em dia já certo que sexo por amor é uma coisa. Sexo por sexo é sexo. No meu ponto de vista o prazer é o mesmo, o que modifica é o sabor do sexo por amor. Esse tipo de sexo é doce, tem sua expressão, os frutos a ser colhido. Eu amo minha esposa. É esse amor é o que faz de nós mais feliz depois do prazer. Amor.

Paulinho Cigano


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